LEITURAS DIÁRIAS - Pág. 48 - RED

15/03/2015 23:33

 

Versão: João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada 

 

Segunda-feira

Ct 1

Cântico dos cânticos de Salomão.

 2 

Beija-me com os beijos de tua boca; porque melhor é o teu amor do que o vinho.

 3 

Suave é o aroma dos teus ungüentos, como ungüento derramado é o teu nome; por isso, as donzelas te amam.

 4 

Leva-me após ti, apressemo-nos. O rei me introduziu nas suas recâmaras. Em ti nos regozijaremos e nos alegraremos; do teu amor nos lembraremos, mais do que do vinho; não é sem razão que te amam.

 5 

Eu estou morena e formosa, ó filhas de Jerusalém, como as tendas de Quedar, como as cortinas de Salomão.

 6 

Não olheis para o eu estar morena, porque o sol me queimou. Os filhos de minha mãe se indignaram contra mim e me puseram por guarda de vinhas; a vinha, porém, que me pertence, não a guardei.

 7 

Dize-me, ó amado de minha alma: onde apascentas o teu rebanho, onde o fazes repousar pelo meio-dia, para que não ande eu vagando junto ao rebanho dos teus companheiros?

 8 

Se tu não o sabes, ó mais formosa entre as mulheres, sai-te pelas pisadas dos rebanhos e apascenta os teus cabritos junto às tendas dos pastores.

 9 

Às éguas dos carros de Faraó te comparo, ó querida minha.

 10 

Formosas são as tuas faces entre os teus enfeites, o teu pescoço, com os colares.

 11 

Enfeites de ouro te faremos, com incrustações de prata.

 12 

Enquanto o rei está assentado à sua mesa, o meu nardo exala o seu perfume.

 13 

O meu amado é para mim um saquitel de mirra, posto entre os meus seios.

 14 

Como um racimo de flores de hena nas vinhas de En-Gedi, é para mim o meu amado.

 15 

Eis que és formosa, ó querida minha, eis que és formosa; os teus olhos são como os das pombas.

 16 

Como és formoso, amado meu, como és amável! O nosso leito é de viçosas folhas,

 17 

as traves da nossa casa são de cedro, e os seus caibros, de cipreste.

 

Terça-feira

Pv 5

Filho meu, atende a minha sabedoria; à minha inteligência inclina os ouvidos

 2 

para que conserves a discrição, e os teus lábios guardem o conhecimento;

 3 

porque os lábios da mulher adúltera destilam favos de mel, e as suas palavras são mais suaves do que o azeite;

 4 

mas o fim dela é amargoso como o absinto, agudo, como a espada de dois gumes.

 5 

Os seus pés descem à morte; os seus passos conduzem-na ao inferno.

 6 

Ela não pondera a vereda da vida; anda errante nos seus caminhos e não o sabe.

 7 

Agora, pois, filho, dá-me ouvidos e não te desvies das palavras da minha boca.

 8 

Afasta o teu caminho da mulher adúltera e não te aproximes da porta da sua casa;

 9 

para que não dês a outrem a tua honra, nem os teus anos, a cruéis;

 10 

para que dos teus bens não se fartem os estranhos, e o fruto do teu trabalho não entre em casa alheia;

 11 

e gemas no fim de tua vida, quando se consumirem a tua carne e o teu corpo,

 12 

e digas: Como aborreci o ensino! E desprezou o meu coração a disciplina!

 13 

E não escutei a voz dos que me ensinavam, nem a meus mestres inclinei os ouvidos!

 14 

Quase que me achei em todo mal que sucedeu no meio da assembléia e da congregação.

 15 

Bebe a água da tua própria cisterna e das correntes do teu poço.

 16 

Derramar-se-iam por fora as tuas fontes, e, pelas praças, os ribeiros de águas?

 17 

Sejam para ti somente e não para os estranhos contigo.

 18 

Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade,

 19 

corça de amores e gazela graciosa. Saciem-te os seus seios em todo o tempo; e embriaga-te sempre com as suas carícias.

 20 

Por que, filho meu, andarias cego pela estranha e abraçarias o peito de outra?

 21 

Porque os caminhos do homem estão perante os olhos do SENHOR, e ele considera todas as suas veredas.

 22 

Quanto ao perverso, as suas iniqüidades o prenderão, e com as cordas do seu pecado será detido.

 23 

Ele morrerá pela falta de disciplina, e, pela sua muita loucura, perdido, cambaleia.

 

Quarta-feira

Pv 15.13 e 17,22; Is 62.5

 13 

O coração alegre aformoseia o rosto, mas com a tristeza do coração o espírito se abate.

 22 

O coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido faz secar os ossos.

Porque, como o jovem desposa a donzela, assim teus filhos te desposarão a ti; como o noivo se alegra da noiva, assim de ti se alegrará o teu Deus.

 

Quinta-feira

Ez 16.7-14

Eu te fiz multiplicar como o renovo do campo; cresceste, e te engrandeceste, e chegaste a grande formosura; formaram-se os teus seios, e te cresceram cabelos; no entanto, estavas nua e descoberta.

 8 

Passando eu por junto de ti, vi-te, e eis que o teu tempo era tempo de amores; estendi sobre ti as abas do meu manto e cobri a tua nudez; dei-te juramento e entrei em aliança contigo, diz o SENHOR Deus; e passaste a ser minha.

 9 

Então, te lavei com água, e te enxuguei do teu sangue, e te ungi com óleo.

 10 

Também te vesti de roupas bordadas, e te calcei com couro da melhor qualidade, e te cingi de linho fino, e te cobri de seda.

 11 

Também te adornei com enfeites e te pus braceletes nas mãos e colar à roda do teu pescoço.

 12 

Coloquei-te um pendente no nariz, arrecadas nas orelhas e linda coroa na cabeça.

 13 

Assim, foste ornada de ouro e prata; o teu vestido era de linho fino, de seda e de bordados; nutriste-te de flor de farinha, de mel e azeite; eras formosa em extremo e chegaste a ser rainha.

 14 

Correu a tua fama entre as nações, por causa da tua formosura, pois era perfeita, por causa da minha glória que eu pusera em ti, diz o SENHOR Deus.

 

Sexta-feira

Ct 4

 1 

Como és formosa, querida minha, como és formosa! Os teus olhos são como os das pombas e brilham através do teu véu. Os teus cabelos são como o rebanho de cabras que descem ondeantes do monte de Gileade.

 2 

São os teus dentes como o rebanho das ovelhas recém-tosquiadas, que sobem do lavadouro, e das quais todas produzem gêmeos, e nenhuma delas há sem crias.

 3 

Os teus lábios são como um fio de escarlata, e tua boca é formosa; as tuas faces, como romã partida, brilham através do véu.

 4 

O teu pescoço é como a torre de Davi, edificada para arsenal; mil escudos pendem dela, todos broquéis de soldados valorosos.

 5 

Os teus dois seios são como duas crias, gêmeas de uma gazela, que se apascentam entre os lírios.

 6 

Antes que refresque o dia, e fujam as sombras, irei ao monte da mirra e ao outeiro do incenso.

 7 

Tu és toda formosa, querida minha, e em ti não há defeito.

 8 

Vem comigo do Líbano, noiva minha, vem comigo do Líbano; olha do cimo do Amana, do cimo do Senir e do Hermom, dos covis dos leões, dos montes dos leopardos.

 9 

Arrebataste-me o coração, minha irmã, noiva minha; arrebataste-me o coração com um só dos teus olhares, com uma só pérola do teu colar.

 10 

Que belo é o teu amor, ó minha irmã, noiva minha! Quanto melhor é o teu amor do que o vinho, e o aroma dos teus ungüentos do que toda sorte de especiarias!

 11 

Os teus lábios, noiva minha, destilam mel. Mel e leite se acham debaixo da tua língua, e a fragrância dos teus vestidos é como a do Líbano.

 12 

Jardim fechado és tu, minha irmã, noiva minha, manancial recluso, fonte selada.

 13 

Os teus renovos são um pomar de romãs, com frutos excelentes: a hena e o nardo;

 14 

o nardo e o açafrão, o cálamo e o cinamomo, com toda a sorte de árvores de incenso, a mirra e o aloés, com todas as principais especiarias.

 15 

És fonte dos jardins, poço das águas vivas, torrentes que correm do Líbano!

 16 

Levanta-te, vento norte, e vem tu, vento sul; assopra no meu jardim, para que se derramem os seus aromas. Ah! Venha o meu amado para o seu jardim e coma os seus frutos excelentes!

 

Sábado

Ct 7

 1 

Que formosos são os teus passos dados de sandálias, ó filha do príncipe! Os meneios dos teus quadris são como colares trabalhados por mãos de artista.

 2 

O teu umbigo é taça redonda, a que não falta bebida; o teu ventre é monte de trigo, cercado de lírios.

 3 

Os teus dois seios, como duas crias, gêmeas de uma gazela.

 4 

O teu pescoço, como torre de marfim; os teus olhos são as piscinas de Hesbom, junto à porta de Bate-Rabim; o teu nariz, como a torre do Líbano, que olha para Damasco.

 5 

A tua cabeça é como o monte Carmelo, a tua cabeleira, como a púrpura; um rei está preso nas tuas tranças.

 6 

Quão formosa e quão aprazível és, ó amor em delícias!

 7 

Esse teu porte é semelhante à palmeira, e os teus seios, a seus cachos.

 8 

Dizia eu: subirei à palmeira, pegarei em seus ramos. Sejam os teus seios como os cachos da vide, e o aroma da tua respiração, como o das maçãs.

 9 

Os teus beijos são como o bom vinho, vinho que se escoa suavemente para o meu amado, deslizando entre seus lábios e dentes.

 10 

Eu sou do meu amado, e ele tem saudades de mim.

 11 

Vem, ó meu amado, saiamos ao campo, passemos as noites nas aldeias.

 12 

Levantemo-nos cedo de manhã para ir às vinhas; vejamos se florescem as vides, se se abre a flor, se já brotam as romeiras; dar-te-ei ali o meu amor.

 13 

As mandrágoras exalam o seu perfume, e às nossas portas há toda sorte de excelentes frutos, novos e velhos; eu tos reservei, ó meu amado.

 

Domingo

1 Sm 1.5-8

 5 

A Ana, porém, dava porção dupla, porque ele a amava, ainda mesmo que o SENHOR a houvesse deixado estéril.

 6 

(A sua rival a provocava excessivamente para a irritar, porquanto o SENHOR lhe havia cerrado a madre.)

 7 

E assim o fazia ele de ano em ano; e, todas as vezes que Ana subia à Casa do SENHOR, a outra a irritava; pelo que chorava e não comia.

 8 

Então, Elcana, seu marido, lhe disse: Ana, por que choras? E por que não comes? E por que estás de coração triste? Não te sou eu melhor do que dez filhos?